Na procura de novos clientes já ouvi algumas vezes o "não".
Curto e grosso, deixa-me por vezes desarmado e em casos extremos com vontade de voltar para casa e dedicar-me à agricultura...
Contudo estive a reflectir sobre essa palavra de negação e que tipos de "não" já ouvi até hoje. Eis as primeiras conclusões:
1.
Não, não quero! Este é provavelmente o que traz algo de amargo e hóstil no tom como é dito. E dito isto, só volto lá se for parvo. O melhor disto é que são raros os que aparecem neste estilo.
2.
Não, por enquanto! Este é do tipo de clientes que não precisam dos nossos serviços por enquanto. Custa um pouco ouvir este "não" mas deixa uma porta aberta para um próximo contacto. Importa manter contacto com este possivel cliente. E isso pode fazer-se pedindo ao cliente que nos permita ir enviando uns emails com ideias e se calhar uns telefonemas.
3.
Não tenho a certeza se preciso disso já! - Não é um "não" redondo e da-me a sensação de vai querer se eu conseguir dar bons exemplos dos trabalhos realizados. O cliente mostrou-se interessado e isso é uma oportubidade para mostrar o que és capaz. Por isso é bom indicar ao cliente o portfólio (num blog tipo este) e dizer-lhe para se inscrever na
newsletter.
Dica: não cair na tentação de fazer um trabalho de demonstração a pedido do cliente. Para isso existem os portfólios para que possam analisar e dizer se gostam do nosso trabalho. Ao fazerem isso estão a exercer alguma especulação sobre o designer e suas ideias.
4.
Eu não preciso, mas conheço alguém que poderá estar interessado! Este é um "não" que nos dá o bónus de uma referência. A entidade/pessoa A deu-nos o contacto da entidade/pessoa B, e nós passamos a apresentarmo-nos com maior à-vontade. Passamos a negociar em terreno aberto e mais ameno.
Por agora é isto. Com o tempo, bons trabalhos e a soma de referências estes "nãos" vão desaparecendo dando lugar ao delicioso SIM.