ESMAE - Coéforas de Ésquilo



Cartaz para a peça Coéforas de Ésquilo, Sala Preta da Escola Superior de Música Artes e Espectáculo, ESMAE, Porto.
Grécia antiga e a obra e vida de Ésquilo. As várias tragédias e os conflitos dos homens, deuses, figuras mitológicas e as mulheres, nos diferentes cenários houve fatalidades. Esta peça também ela contém destinos fatais, que se iniciavam no gume do punhal e nele acabavam. Homens, deuses e mitos cruzaram-se inúmeras vezes nos destinos dos gregos elevados pela força da espada, dos escudos, das lanças, das bestas... É pois no punhal e nas muitas figuras que compõem a vida em luta e o mito da morte que me inspirei para conceber o elemento principal do cartaz: o punhal.Não é um simples adaga grega. Não é de ferro, ou de qualquer outro metal. Esta adaga é feita de e por todos os homens, deuses e figuras mitológicas que alimentaram, pensadores e criadores gregos. Várias figuras, outrora impossíveis de se juntar, estão agora juntas pelo mesmo fado, o punhal da vida e da morte. Em tons pretos e laranjas, onde eram narradas as histórias dos heróis gregos, os potes de barro que suportaram cenas da paz e da guerra, da arte e da religião,retirei os elementos e cores para trazer novamente à luz e ao público, a Grécia artística mitológica filosófica. O lettering, escolhido propositadamente para este trabalho, predominam as fontes gregas e romanas. A palavra ORISTEIA por detrás do nome de Ésquilo, quer apenas ser uma homenagem à mais completa trilogia grega no seu tempo. No seu conjunto, as dezenas de elementos que compõem o cartaz concentram-se e dividem-se num espaço desenhado para ser moderno e atractivo ao olhar do séc. XXI.