Ode ao logótipo amador

A história que apresento é um exemplo do que acontece algumas vezes com alguns clientes, que por razões 'desconhecidas' contratam um designer para fazer um trabalho profissional, mas insistem em distorcer e aplicar o seu 'bom gosto' e 'conhecimento' no desenho. Eis a história, entre dois amigos, partilhada por email:



Lori Starr escreveu...

Olá John,

A pior coisa no design é o cliente.
Já alguma vez disseste isso, também?

Não dá para acreditar no gosto deles.
Pediram-me para desenhar um logótipo para um centro de terapia de crianças com cavalos.
Decidi fazer algo limpo, aprazível e actual.

Será que as pessoas não entendem que o logótipo não tem de contar a história toda?
Vê o que te envio neste email. Vê que apresentam o mundo, o cavalo, todas as crianças e, ainda, uma cadeira de rodas!

Não consigo perceber. Claro que não terminei o trabalho, mas como hei-de convencer as pessoas que o logo não tem de ter todos os elementos que eles pensam?

Este é esboço que eles me enviaram...

E este (abaixo) é o meu design...

... e este foi o texto que enviei ao cliente...

Este logo apresenta um design depurado e bastante flexível por que envolve poucas linhas. Pense na quantidade de locais onde pode aplicar este logo. Se desejar aplicar numa t-shirt ou num boné (que seria óptimo para utilizar enquanto cavalgam ao sol)? Ou pretendem aplicar numa lona, sinalização, pins, garrafas de água, canetas, etc.?


Depois ainda apresentei uma alternativa...

..e os meus apontamentos foram..

Este conceito alternativo destaca o globo por detrás do cavalo. Este exemplo é mais intrincado, com as linhas do globo. É preciso ter em atenção como e onde se vai aplicar esta solução. Se o utilizar no papel e outros suportes de papel, não haverá problemas. Quero que tenham atenção essencialmente à aplicação noutros suportes.


Por fim, eis o que eles escolheram...


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Lori, eu diria que o cliente não queria um logótipo. Queriam uma pequena história.

John.




via: mcwade.com